segunda-feira, 28 de setembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Cai Chuva do Céu Cinzento
CAI CHUVA DO CÉU CINZENTO
Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.
Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ma mas pesa
O quanto comigo minto.
Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não.
E a chuva cai levemente
(Porque Verlaine consente)
Dentro do meu coração.
Cai chuva do céu cinzentoQue não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.
Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ma mas pesa
O quanto comigo minto.
Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não.
E a chuva cai levemente
(Porque Verlaine consente)
Dentro do meu coração.
- Fernando Pessoa
Cio da primavera
Florescem os flamboiãs,
Colorindo as manhãs,
Anunciando a nova era.
Esparrama-se em beleza
A nobre mãe-natureza:
É o cio da primavera!
Namorando, os passarinhos
Vão refazendo seus ninhos,
Em plenos ares se amando.
São um exemplo bonito,
Que embeleza o infinito,
A prole multiplicando.
Com tal céu me contagio,
E me sinto em pleno cio,
Como a relva em esplendor.
Seguindo na minha estrada,
Busco em alguma parada,
Alguém pra ser meu amor!
O Amor (Fernando Pessoa)
O Amor
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer 
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
sábado, 19 de setembro de 2009
TENHA UMA ÓTIMA SEMANA LENDO ALGUMAS DAS MAIS BELAS POESIAS DE DRUMMOND

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